Rafael Mascarenhas, 18 anos, filho da atriz da TV Globo Cissa Guimarães com o músico Raul Mascarenhas. A vida interrompida por um atropelamento. Um futuro que poderia ter sido brilhante. Dizem que não há como imaginar a dor que uma mãe sente com a perda de um filho. Mas, não tem jeito, quando alguém querido morre, todos sofrem – pais, familiares, amigos. Cada um com a sua dor, é claro, e uma angústia paralisante. Como superar o sofrimento?
Enfrente a dor!
A única certeza que temos na vida é a morte. E não sabemos nada dela. Nem quando virá, nem como, muito menos o porquê de ela acontecer. Perder uma pessoa importante em nossas vidas nos deixa sem rumo, sentindo um vazio imenso, um buraco dentro de nós que não tem fim, e que não é fácil de ser preenchido. Como passar por esse tipo de angústia e voltar à vida normal?
A administradora de empresas Luciana Quinello sofreu com o falecimento de seu pai três meses antes de seu casamento. Ele teve um AVC que desencadeou o mal de Alzheimer no final de 2007 e, a partir daí, começou uma batalha pela vida. A notícia de seu falecimento veio dois anos e meio mais tarde com a angústia de passar por esse sofrimento em um dos momentos mais importantes de sua vida, seu casamento. Segundo Luciana, apesar da doença de seu pai ser degenerativa, nem ela nem seus irmãos estavam preparados para a perda.
A designer Bruna Ticianelli conta que, com 15 anos, teve duas grandes perdas em sua vida: sua mãe, e sua avó. Para superar a dor, ela teve de “matar um leão” por dia. Jovem, precisou se virar para continuar a batalha da vida.
Seguir é preciso!
Tanto Luciana quanto Bruna tiveram experiências valorosas de vida com a morte de seus parentes. Mas de onde vem a superação? Como enfrentar a dor e seguir em frente? O teólogo Elder Pimenta contou um pouco sobre a visão da Bíblia sobre consolação e morte. Segundo Elder, é natural que soframos quando alguém que amamos morre. “Meu primeiro conselho é: não é necessário mostrar aos outros que você é forte, pois todos têm o direito de chorar a perda de uma pessoa que ama. Mas a Bíblia diz também que não devemos ser ignorantes quanto aos que já partiram, para que não nos entristeçamos da mesma forma como os que não têm mais esperança”, esclarece o estudioso.
E mais: “Segundo a Bíblia, a forma daquele que tem esperança em Cristo se entristecer é diferente dos que não têm essa esperança. Os que creem têm a certeza de que, após a morte, conseguirão ver Deus. Por isso, quando alguém morre, sua tristeza é diferente, mais considerada pela saudade do que pelo desespero. Porém, aqueles que não têm essa esperança, muitas vezes se desesperam e sentem-se desamparados”.
A superação é diferente para cada pessoa. Luciana Quinello, por exemplo, encontra conforto escrevendo sobre o tema “mal de Alzheimer” em um blog que ela criou para publicar artigos sobre o assunto e orientar pessoas que tenham familiares nessa situação (maldealzheimerluquinelo.blogspot.com).
Encontrando a esperança
Todas as religiões têm crenças a respeito da morte. Alguns a ignoram, outros a têm como uma fase bonita e há os que não têm opinião formada sobre esse tema. Mas a verdade é que parte da superação está em nossa inteligência sobre a morte, ou seja, no que acreditamos que ela simboliza. Apesar de teorias inconsistentes sobre a presença ou não de espíritos em nosso meio, o conforto necessário está em saber que a pessoa que se foi está em algum lugar bem melhor do que aqui.


Saí pela porta da frente íntegra e muito mais forte.
Agora penso um ‘zilhão’ de vezes em mim antes de me
apaixonar. Só me entregarei para alguém quando tiver certeza.
Dúvidas, não mais





